| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Passeriformes |
| Subordem: | Tyranni |
| Infraordem: | Tyrannides |
| Wetmore & Miller, 1926 | |
| Parvordem: | Tyrannida |
| Família: | Rhynchocyclidae |
| Berlepsch, 1907 | |
| Subfamília: | Pipromorphinae |
| Wolters, 1977 | |
| Espécie: | P. kronei |
Espécie endêmica do Brasil. A maria-da-restinga é uma ave passeriforme da família Rhynchocyclidae.
Seu nome científico significa: do (grego) phullon = folha; e de skairö = pular, dançar; e de kronei = homenagem ao zoólogo e coletor de espécimes brasileiro, Ricardo Krone (fl. 1903). ⇒ Dançarino de Krone.
Esta ave mede em torno de 12 centímetros. Apresenta nas costas a cor verde-olivácea. A barriga é mais clara e a garganta, esbranquiçada. O peito é acinzentado e o abdômen apresenta um tom amarelado. Nas asas, destacam-se manchas arredondadas, enquanto na cabeça há um traço amarelo que parte do bico e se prolonga, formando uma longa linha acima dos olhos. A face é amarelada, marcada por pintas marrom-enegrecidas que lhe conferem uma aparência de “cara suja”. Semelhante a Borboletinha-do-mato (Phylloscartes ventralis) na coloração da plumagem.
É insetívora, ou seja, alimenta-se de insetos mas pode ingerir pequenos frutos.
Constrói ninhos discretos e caprichosamente tecidos, presos a forquilhas e construídos com galhos e folhas.
As fêmeas apresentam uma participação no ciclo reprodutivo da espécie nitidamente maior do que os machos. A construção do ninho e incubação dos ovos é tarefa exclusiva das fêmeas, enquanto os machos participam apenas do cuidado com os filhotes dentro e fora do ninho (GUSSONI, 2014).
Frequenta o dossel de bordas de restingas arbóreas, florestas esparsas, capoeirões e bordas de matas secundárias próximas ao nível do mar. Vive solitário ou aos pares e acompanha bandos mistos.
Trata-se de uma espécie pouco territorialista, com uma grande sobreposição entre as áreas de vida dos indivíduos (GUSSONI, 2014).